ACOMPANHE-NOS     Campo Grande News no Facebook Campo Grande News no X Campo Grande News no Instagram Campo Grande News no TikTok Campo Grande News no Youtube
MARÇO, SEGUNDA  02    CAMPO GRANDE 30º

Interior

Conflito indígena em Caarapó vira caso de atenção permanente no MPF

Força-tarefa vai atuar por um ano em processo que envolve disputa territorial e risco à comunidade

Por Kamila Alcântara | 02/03/2026 17:34
Conflito indígena em Caarapó vira caso de atenção permanente no MPF
Guarani e Kaiowá manifestam-se durante visita à TI Guyraroka (Foto: CIDH/divulgação)

O MPF (Ministério Público Federal) decidiu montar um grupo especial de procuradores para acompanhar o conflito envolvendo indígenas Guarani-Kaiowá e proprietários rurais em Caarapó, no sul do Estado, a 274 km da Capital.

RESUMO

Nossa ferramenta de IA resume a notícia para você!

O Ministério Público Federal criou um grupo especial de procuradores para acompanhar o conflito entre indígenas Guarani-Kaiowá e proprietários rurais em Caarapó, Mato Grosso do Sul. A medida, oficializada em fevereiro, terá duração de um ano. O caso está sob monitoramento internacional desde 2019, quando a Comissão Interamericana de Direitos Humanos determinou medidas de proteção aos indígenas da Terra Guyraroká, após denúncias de ameaças, ataques e contaminação por agrotóxicos. O Brasil foi orientado a adotar medidas urgentes de proteção e investigar episódios de violência.

A medida foi oficializada por portaria publicada no fim de fevereiro e tem prazo de um ano. Na prática, significa que o caso passa a ter atuação conjunta e dedicada de membros do MPF, com foco exclusivo na situação da comunidade.

O conflito não é novo. Ele está sob monitoramento internacional desde 2019, quando a Comissão Interamericana de Direitos Humanos concedeu medida cautelar para proteger integrantes da Terra Indígena Guyraroká.

A comissão apontou risco à vida e à integridade física dos indígenas. Entre os problemas relatados estavam ameaças, ataques durante retomadas de território, confinamento em área reduzida e denúncias de contaminação por agrotóxicos.

Na decisão, o Brasil foi instado a adotar medidas urgentes de proteção, investigar episódios de violência e evitar a repetição das violações. Desde então, o cumprimento dessas determinações vem sendo acompanhado pelo Ministério Público Federal.

Com a criação do grupo de atuação conjunta, procuradores passam a atuar de forma coordenada nos procedimentos administrativos, inquéritos civis e eventuais ações judiciais relacionadas ao caso.

Também fica determinado que toda comunicação com órgãos internacionais seja centralizada na Procuradoria-Geral da República.

Receba as principais notícias do Estado pelo Whats. Clique aqui para acessar o canal do Campo Grande News e siga nossas redes sociais.