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Direto das Ruas

Família espera há 4 dias transferência de paciente com suspeita de AVC

Internado na UPA Tiradentes desde terça-feira, homem de 56 anos apresenta piora no quadro

Por Geniffer Valeriano | 29/08/2025 12:27

“É desesperador”, afirma o balconista Fabiano Ribas, de 35 anos, que há quatro dias aguarda a transferência do pai, Ademir Ribas, 56, da UPA (Unidade de Pronto Atendimento) Tiradentes para um hospital da Capital. O paciente está internado desde terça-feira (26) com suspeita de AVC.

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Balconista aguarda há quatro dias transferência do pai, internado na UPA Tiradentes com suspeita de AVC. Ademir Ribas, de 56 anos, deu entrada na unidade na segunda-feira com pressão alta, mas foi liberado. Retornou na terça-feira e aguarda vaga em hospital com prioridade máxima. Filho relata piora no quadro clínico do pai, que chegou andando e agora está desorientado e desacordado. Família procurou a Defensoria Pública, mas foi orientada a aguardar. Sesau não se manifestou sobre o caso até o momento.

Segundo Fabiano, o primeiro atendimento ocorreu na segunda-feira (25). Na ocasião, o pai apresentou quadro de pressão alta, mas recebeu apenas uma receita de ibuprofeno e bromoprida e foi liberado.

“A pressão estava muito alta, como libera uma pessoa assim? Disseram que era o tempo, problema de pressão. Como normaliza só com bromoprida e ibuprofeno? E detalhe: ainda não tinha ibuprofeno”, desabafa.

No dia seguinte, Ademir retornou à UPA, novamente com pressão alterada, mas dessa vez não foi liberado. “Falaram que iam dar um soro e fazer um check-up. [O AVC] é um achismo, tem que fazer os exames ainda, porque nas UPAs não fazem nada”, relata o filho.

Desde a internação, o homem aguarda por uma vaga com classificação de prioridade máxima. Fabiano conta que o quadro clínico do pai piorou devido à espera. “Essa vaga está desde terça-feira e a situação dele é grave. Ele chegou andando e hoje está desorientado e desacordado.”

A família chegou a procurar a Defensoria Pública para tentar acelerar a transferência. “Na UPA não dão previsão de nada. Passam dias, horas, e a situação só está se agravando”, lamenta.

Conforme informado pela família, às 11h desta sexta-feira (29) o Poder Judiciário de Mato Grosso do Sul deferiu o pedido de tutela de urgência para a transferência de Ademir Ribas, solicitado pela Defensoria Pública.

Na decisão, o juiz determinou que, “na hipótese de ausência de vaga/estrutura, viabilize e custeie integralmente referida transferência e avaliação/tratamento, em estabelecimento médico/hospitalar privado que possua as condições necessárias para comportar o procedimento”.

O documento ainda intima a Prefeitura de Campo Grande a cumprir a decisão no prazo de até 24 horas, sob pena de multa diária de R$ 2 mil em caso de descumprimento.

A reportagem questionou a assessoria de imprensa da Sesau (Secretaria Municipal de Saúde) sobre o caso. A pasta respondeu que não se pronuncia sobre situações que envolvem dados pessoais dos pacientes.

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