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Economia

Dólar fecha em R$ 5,15 e bolsas sobem com tarifas dos EUA em vigor

Moeda americana cai 0,26%, menor desde maio de 2024

Por Gustavo Bonotto | 24/02/2026 18:18
Dólar fecha em R$ 5,15 e bolsas sobem com tarifas dos EUA em vigor
Cédulas do dólar, moeda estrangeira utilizada para transações comerciais no mercado financeiro. (Foto: Valter Campanato/Agência Brasil)

O dólar comercial caiu 0,26% nesta terça-feira (24), fechando em R$ 5,15, menor patamar desde maio de 2024. A mínima do dia foi de R$ 5,14. Ao mesmo tempo, o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, avançou 1,40%, aos 191.490 pontos, novo recorde histórico.

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O dólar comercial recuou 0,26% nesta terça-feira, atingindo R$ 5,15, menor valor desde maio de 2024. A queda ocorreu em meio à implementação de tarifas adicionais de 10% pelos Estados Unidos sobre produtos importados. O Ibovespa alcançou novo recorde histórico, subindo 1,40% aos 191.490 pontos. O Parlamento do Mercosul aprovou acordo de livre comércio com a União Europeia, pendente de votação na Câmara. No balanço de pagamentos, o Brasil registrou déficit de US$ 8,4 bilhões em janeiro, menor que o mesmo período do ano anterior, com melhora na balança comercial e redução do déficit em serviços.

A queda da moeda ocorreu em meio à entrada em vigor de tarifas adicionais de 10% dos Estados Unidos sobre produtos que não tenham isenção, conforme aviso da Alfândega e Proteção de Fronteiras. A medida foi anunciada pelo presidente Donald Trump (Republicanos) na sexta (20). Alguns produtos brasileiros estão isentos, mas aço e alumínio continuam com 50% de alíquota, somando-se aos 10% recentes.

Investidores também acompanharam discursos de dirigentes do Fed (Federal Reserve, o banco central dos EUA), atentos a sinais sobre juros americanos. A expectativa do mercado é de manutenção das taxas em março. Juros mais altos nos EUA tendem a valorizar o dólar e pressionar a inflação local, o que pode influenciar o Banco Central a ajustar a taxa básica de juros da economia.

No Brasil, o Parlamento do Mercosul aprovou o acordo de livre comércio com a União Europeia, que ainda será votado pelo Plenário da Câmara. O tratado prevê redução gradual de tarifas, regras comuns para produtos industriais e agrícolas, investimentos e padrões regulatórios.

O balanço de pagamentos registrou déficit de US$ 8,4 bilhões em janeiro, menor que os US$ 9,8 bilhões do mesmo mês em 2025. O superávit na balança comercial de bens cresceu US$ 2,1 bilhões, e o déficit em serviços caiu US$ 581 milhões. No acumulado de 12 meses, o déficit recuou para US$ 67,6 bilhões, equivalente a 2,92% do PIB (Produto Interno Bruto).