Jiboia carbonizada fica no rastro da destruição do fogo no Pantanal
Animal foi encontrado no Nabileque, onde chamas foram controladas, mas combate continua na Baía do Tuiuiú
Na manhã desta terça-feira (27), a região da Baía do Tuiuiú, em Corumbá, continua com fogo ativo e já ultrapassa a fronteira com a Bolívia. No Pantanal do Nabileque, a informação do Corpo de Bombeiros é de que o fogo foi controlado e está sendo monitorado, mas, na segunda-feira (21), foram encontrados uma jiboia e um sapo carbonizados.
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Dois focos de incêndio ativos no Pantanal sul-mato-grossense preocupam autoridades. Na Baía do Tuiuiú, em Corumbá, as chamas já ultrapassaram a fronteira com a Bolívia, atingindo área estimada de 17 km². No Pantanal do Nabileque, onde foram encontrados animais carbonizados, o fogo afeta aproximadamente 60 km². O cenário para 2026 é preocupante, com previsão de seca acentuada e maior risco de incêndios. Em 2024, o Pantanal registrou sua pior temporada, com mais de 2,3 milhões de hectares queimados, embora 2023 tenha apresentado queda de 91% nas áreas atingidas por incêndios florestais.
Na Baía do Tuiuiú, o Corpo de Bombeiros realiza o combate em conjunto com o Prevfogo (Programa de Brigadas Federais de Prevenção e Combate a Incêndios Florestais). “O foco está sendo monitorado, pois o fogo passou para a área da Bolívia e é um local de difícil acesso”, disse o Corpo de Bombeiros de Corumbá.
Segundo dados do Sistema de Gestão de Recursos – Informações sobre Incêndios, da Nasa, a área afetada pelo incêndio pode chegar a 17 km².
No Pantanal do Nabileque, o incêndio também segue com focos ativos e está sendo monitorado. A área de influência já alcança cerca de 60 km².
Os dois incêndios ocorrem em áreas próximas ao Rio Paraguai e são considerados de difícil acesso.
Incêndios – Em 2024, o Pantanal enfrentou a pior temporada de incêndios, quando mais de 2,3 milhões de hectares foram consumidos pelas chamas.
No ano passado, Mato Grosso do Sul registrou queda de 91% na área atingida por incêndios florestais. Conforme o balanço da Operação Pantanal e dados do Programa Queimadas do INPE (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais), até 31 de dezembro foram contabilizados 1.844 focos de calor em todo o Estado. No primeiro ano da série histórica, em 1998, houve 2.111 ocorrências.
O ano de 2026 já começou com alerta para pouca chuva no Pantanal, de acordo com o pesquisador da Embrapa Pantanal, Carlos Roberto Padovani. Com isso, as primeiras interpretações indicam um ano de seca acentuada e maior suscetibilidade ao fogo.
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