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Economia

Dona da melhor proposta, empresa de SP é reprovada na prova da Lotesul

LottoPro não tinha cofre eletrônico para se conectar com o servidor do governo

Por Aline dos Santos | 11/02/2026 10:19
Dona da melhor proposta, empresa de SP é reprovada na prova da Lotesul
Empresa de São Paulo apresentou plataforma eletrônica para a Lotesul. (Foto: Aline dos Santos)

Dona da melhor proposta na licitação da plataforma da Lotesul, a LottoPro Jogos de Apostas e Gestão de Lotéricas Ltda, que tem sede em São Paulo (SP), foi reprovada na PoC (Prova de Conceito). O resultado da prova técnica foi publicado na edição desta quarta-feira (dia 11) do Diário Oficial do Estado.

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A empresa LottoPro Jogos de Apostas e Gestão de Lotéricas Ltda, de São Paulo, foi reprovada na Prova de Conceito (PoC) da licitação da plataforma Lotesul, apesar de ter apresentado a melhor proposta com repasse de 43,36% da receita bruta. A reprovação ocorreu devido à ausência de funcionalidade para conexão com o servidor do governo no sistema de cofre eletrônico. O edital, avaliado em R$ 51,4 milhões, previa um repasse mínimo de 14,33%. Outras três empresas participaram do pregão, realizado em 23 de janeiro, com propostas entre 30,99% e 36,11%. A Secretaria Estadual de Administração convocou as empresas para continuidade do processo na próxima sexta-feira.

A SAD (Secretaria Estadual de Administração) convocou as empresas licitantes para o prosseguimento do certame, a partir das 9h30 de sexta-feira (dia 13).

Segunda etapa do processo licitatório, a PoC dos serviços ofertados foi realizada na manhã da última segunda-feira (dia 9), na Setdig (Secretaria-Executiva de Transformação Digital), em Campo Grande.

A LottoPro, que ofertou lance para repasse de até 43,36% da receita bruta, apresentou o ambiente virtual em que concentra dados como nome do cliente (identificado com e-mail, CPF, saldo, ações), depósitos, saques, pagamentos de prêmios e caixa diário.

Entretanto, ao ser questionado sobre o sistema de cofre eletrônico, representante da empresa afirmou dispor de todos os dados, mas que não tinha funcionalidade para se conectar com o servidor do governo.

Previsto no edital, o cofre eletrônico é a etapa auditável das operações da loteria, com remessa das transações. De acordo com o roteiro da prova técnica, o sistema deve receber de forma segura arquivos provenientes dos cofres eletrônicos dos operadores de jogos e apostas. Ainda conforme o documento, o cofre eletrônico deve receber e gravar pastas e arquivos gerados diariamente, de hora em hora.

“Assim, entendemos que não houve atendimento ao requisito acima elencado, em momento prévio ao início da demonstração da PoC, ensejando na reprovação automática”, informa a comissão de avaliação.

O edital é de R$ 51.474.339,31, valor correspondente à receita projetada para a operação do serviço. O repasse mínimo previsto em edital era de 14,33%.

A plataforma vai concentrar e validar todas as operações de venda, identificação, pagamentos de prêmios, pagamento de outorga variável e tributos.

No pregão realizado em 23 de janeiro, os demais participantes ofereceram repasses de 35,33%, 30,99% e 36,11%. Os nomes das empresas não foram divulgados. Mas uma delas é a Dodmax, que acompanhou a prova no auditório da Setdig. O Campo Grande News não conseguiu contato com a LottoPro.

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