Sem ligar para julgamento, Maureti não abre mão de sua extravagância
De máscara e roupas extravagantes, Maureti conquista público e espalha sorrisos em Rio Verde
Na cidade de Rio Verde, quando se vê uma figura cheia de cores, roupas extravagantes e uma máscara que cobre parte do rosto sabe que Maureti chegou. Muito além de uma personagem drag queen, essa é a expressão de liberdade de Jorge Mauro, 56 anos, que escolheu viver com alegria, autenticidade e sem medo de julgamentos.
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Jorge Mauro, de 56 anos, dá vida à drag queen Maureti em Rio Verde, expressando sua liberdade através de roupas coloridas e extravagantes. Sua jornada no universo drag começou nos anos 1990, em São Paulo, quando essa arte ainda era pouco conhecida no Brasil. Além de animar festas e eventos, Jorge dedica-se aos cuidados da mãe de 95 anos e de uma irmã com deficiência. Apesar de enfrentar preconceitos, mantém-se firme em sua autenticidade, apoiado pela fé e pelo amor familiar. Ele também aconselha jovens sobre a importância do diálogo familiar e da preparação para enfrentar desafios sociais.
“Eu me sinto uma drag caricata, que diverte e faz com que as pessoas riam. Me sinto ótimo sendo o que sou, vivendo minha verdade e nada me atinge, nem os olhares tortos”, afirma. Seguro de si, Maureti afirma ter entendido que felicidade é não pedir licença para ser quem se é.
Jorge Mauro morou em várias cidades até se mudar para Rio Verde, durante a pandemia. Segundo ele, a paixão pelo universo drag começou ainda nos anos 1990, quando viveu em São Paulo, em uma época onde a arte ainda engatinhava no Brasil.
“Lá nos Estados Unidos já se ouvia falar das drag queens, mas aqui, em 92, 95, ainda era bem pouco. E já nessa época eu quis ser bela, belíssima. Aí o nome veio de Mauro para Maureti e pegou”, brinca.
Desde então, o artista passou a animar festas, fazer presenças VIP em eventos e ganhar espaço com seu humor espontâneo. “Eu não desrespeito ninguém, pelo contrário, o que faço é me divertir e fazer o povo dar risada”, afirma.
Por trás da irreverência de Maureti, existe o cuidado diário de Jorge Mauro com a mãe, de 95 anos, e uma irmã que tem um grau de deficiência. Para ele, amor à família e a fé são o que sustentam sua autoestima e confiança. “O que mais me incentiva a ter pés no chão é a família, principalmente Deus”, destaca.
Apesar da popularidade na cidade, ele ainda enfrenta olhares atravessados e comentários preconceituosos. Mas não deixa que isso o abale. “Quando a gente tem muita coragem, autoestima, quando a gente vê beleza em nós mesmos, nada disso importa. Ergo a cabeça, faço minha passarela e sigo a vida", diz.
Maureti também aconselha jovens que passam pelo mesmo desafio de buscar aceitação. “Uma vez falei para um grupo que me pediu conselho: vocês têm que sentar com seus pais e ter uma longa conversa para que exista apoio dentro de casa. Porque fora a história é outra. Não é fácil ser homossexual e precisamos estar preparados para enfrentar o mundo", comenta.
Sem abrir mão se ser o que é, Mauro carrega uma mensagem de coragem, amor próprio e resistência. “Eu sou comunicativo, expressivo, quero ver gente, quero sair. Faço minhas animações, mas, acima de tudo, quero que as pessoas sejam feliz", finaliza.
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