ACOMPANHE-NOS     Campo Grande News no Facebook Campo Grande News no X Campo Grande News no Instagram Campo Grande News no TikTok Campo Grande News no Youtube
FEVEREIRO, QUARTA  25    CAMPO GRANDE 23º

Comportamento

Bilhete datilografado em 1971 deu início à união de cinco décadas

Na máquina de escrever, Luiz redigiu declaração para a amada, que guarda mensagem até hoje

Por Clayton Neves | 25/02/2026 06:46

Guardado com cuidado dentro de uma pasta de recordações, um bilhete datilografado em 1971 marca o começo de uma história de amor que atravessou mais de cinco décadas. Foi em uma máquina de escrever, que Luiz Carlos de Oliveira, hoje com 76 anos, decidiu se declarar para dona Luísa Lídia Belmonte de Oliveira, 75.

RESUMO

Nossa ferramenta de IA resume a notícia para você!

Um bilhete datilografado em 1971 marcou o início da história de amor entre Luiz Carlos de Oliveira, 76 anos, e Luísa Lídia Belmonte de Oliveira, 75. O casal se conheceu durante um curso de datilografia em Amambai, onde ela era professora, e ele, um militar recém-transferido. Casados desde 1974, tiveram três filhos e cinco netos, com o sexto a caminho. O casal, conhecido como "casal 20" na igreja, mantém viva a paixão após 52 anos juntos. Atualmente, dividem os cuidados com o filho Keller, 43 anos, que sofreu um grave acidente há três anos.

O papel amarelado pelo tempo permanece intacto, ao lado de cartas, cartões-postais, fotografias e pequenas lembranças que ajudam a contar a trajetória do casal, casado desde 1974, e junto desde novembro de 1971.

“Até hoje nós temos o bilhete guardado. Tem uma pasta com as recordações. Está tudo lá”, conta Luísa.

Nascido em São Paulo, Luiz foi transferido pelo Exército em 1970 para Amambai, no então Estado de Mato Grosso. Sozinho na cidade, ele conta que decidiu fazer um curso de datilografia, e foi ali que conheceu seu “diamante”, forma carinhosa como se refere à esposa. “Eu fui aprender e ela era a professora. Foi ali que nos conhecemos”, relembra.

Bilhete datilografado em 1971 deu início à união de cinco décadas
Camisetas usadas por Luiz e Luísa formam o ano de casamento, 1974. (Foto: Osmar Veiga)
Bilhete datilografado em 1971 deu início à união de cinco décadas
Bilhete escrito o dia 30 de novembro de 1971.(Foto: Osmar Veiga)

Luísa nasceu em Amambai e dava aulas na época. No início, ela garante que não houve paixão imediata. “No princípio, não. Mas depois, no finalzinho do curso, a gente foi se aproximando. Lembro que ficávamos brincando de jogo da velha nos quadrinhos”, relata.

Quando o curso terminou, Luiz tomou coragem, do jeito dele. “Eu não sou muito de falar, daí decidi deixar escrito. Pensei: 'quem sabe cola, né?’ E colou”, conta.

Ele deixou o bilhete datilografado na máquina. Se Luísa não correspondesse, ele não voltaria. Se desse certo, retornaria no dia seguinte. “Foi o jeito dele propor para ver se gente dava certo”, comenta Luísa. E deu.

Bilhete datilografado em 1971 deu início à união de cinco décadas
Imagem do dia em que o casal disse 'sim' na igreja. (Foto: Osmar Veiga)

O namoro começou em novembro de 1971. Dois anos depois, em fevereiro de 1974, os dois se casaram no civil e na igreja. A primeira filha, Keila, nasceu em 1976. Seis anos depois, veio Keller. A caçula Keise, nasceu após outros seis anos.

“Cada filho é um pedacinho do coração da gente e todos eles foram criados no caminho do Senhor. Isso ajuda muito”, afirma a mãe. Hoje, além dos três filhos, o casal comemora cinco netos e aguarda a chegada da sexta.

Com uma história de cinco décadas, dessas que quase já não se vê mais, Luiz dá a fórmula que fez o casamento durar tantos anos. “Casar não é fácil e primeiro tem que ter amor. Tem que ter paciência, ser persistente. Já que casou, tem que se ajudar, tem que somar na vida do outro”, destaca.

Bilhete datilografado em 1971 deu início à união de cinco décadas
Dona Luísa e seo Luiz tiveram três filhos, Keila, Keller e Keise. (Foto: Osmar Veiga)

A sintonia é tanta que até na igreja os dois são conhecidos como “o casal 20” da terceira idade. Vestem camisetas iguais, participam de encontros de casais e mantêm o hábito de sair combinando roupas. “Toda vida a gente sai igual”, conta dona Luísa.

Nos últimos três anos, a rotina da casa mudou e uniu ainda mais os parceiros de vida. Keller, hoje com 43 anos, sofreu um grave acidente e agora precisa de cuidados diários. Hoje, Luiz e Luísa dividem os cuidados. “A gente pede a Deus que nos dê vida para cuidar dele. É um pedacinho do nosso coração”, comenta ela.

Unidos pelo ‘sim’ dito diante de Deus em 1974, dona Luísa garante que o sentimento se mantém vivo, mesmo com o passar de cinco décadas.

Bilhete datilografado em 1971 deu início à união de cinco décadas
Bilhete datilografado em 1971 deu início à união de cinco décadas
Cinco décadas depois, casal garante que amor comanda a relação. (Foto: Osmar Veiga)

“A gente é apaixonado até hoje. Esse é o homem da minha vida. O maior presente que eu ganhei de Deus foi ele. É companheiro, amigo, confidente. A gente se ajuda em tudo. De vez em quando pode até ter briga, mas isso é normal”, pontua.

Para Luiz, o “diamante” que conheceu em Amambai continua sendo a maior riqueza da vida. “Se eu não tivesse ela, não saberia o que seria da minha vida”, finaliza.

Acompanhe o Lado B no Instagram @ladobcgoficial, Facebook e Twitter. Tem pauta para sugerir? Mande nas redes sociais ou no Direto das Ruas através do WhatsApp (67) 99669-9563 (chame aqui).

Receba as principais notícias do Estado pelo Whats. Clique aqui para entrar na lista VIP do Campo Grande News.

Confira a galeria de imagens:

  • Campo Grande News
  • Campo Grande News
  • Campo Grande News
  • Campo Grande News
  • Campo Grande News
  • Campo Grande News


Acompanhe o Lado B no Instagram @ladobcgoficial, Facebook e X. Tem pauta para sugerir? Mande nas redes sociais ou no Direto das Ruas através do WhatsApp (67) 99669-9563 (chame aqui).

Receba as principais notícias do Estado pelo Whats. Clique aqui para entrar na lista VIP do Campo Grande News.